image: @Revista Brasil Mineral

O Futuro da Engenharia de Minas: Perspectivas Estratégicas do Seminário Brasil de Mineração

Participamos hoje do seminário “Engenharia Mineral”, organizado pela @brasilmineral e realizado hoje no FIEMG Em Belo Horizonte. Compartilhando algumas ideias com a comunidade:

O setor de engenharia e os prestadores de serviços estão investindo e se preparando para apoiar o “boom” do setor mineral brasileiro nos próximos anos (de acordo com…). IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração(Espera-se que os investimentos cheguem a US$ 76,9 bilhões até 2030).

É evidente que os projetos de engenharia estão se tornando cada vez mais complexos para atender às demandas de sustentabilidade e gestão de riscos, entre outros fatores; há uma clara mudança em relação ao perfil das décadas passadas, em que os projetos visavam à escala e agora precisam se concentrar na segurança operacional e na sustentabilidade.

– De um modo geral, existe um consenso de que o setor mineral como um todo está muito mais estruturado e consciente da importância da gestão de riscos acima de todos os outros indicadores-chave de desempenho (KPIs), desde as fases embrionárias e conceituais.

A incorporação de novas tecnologias ou a consolidação de práticas já difundidas, como o BIM, visa aumentar a confiabilidade e reduzir os riscos associados aos projetos.

– Práticas de gestão como a HAZOP recuperam sua importância estratégica nas fases finais dos projetos e conferem um caráter holístico à gestão de projetos.

Não se trata mais de maximizar a eficiência. Em vez de silos isolados, o foco está na otimização de sistemas integrados e redes relacionais dentro dos projetos; plataformas integradoras estão sendo criadas para reunir empresas de engenharia, operadoras e órgãos públicos.

É evidente que o setor de engenharia já incorpora conceitos de sustentabilidade em projetos desde as suas fases iniciais, e ações (e custos) para alguns temas são consideradas desde o início dos projetos; entre esses temas estão o encerramento de minas e a mitigação dos impactos das mudanças climáticas.

Com a crescente complexidade dos projetos de engenharia, o desequilíbrio e a “compensação” entre CAPEX e OPEX tornam-se ainda mais significativos para a implementação segura dos projetos; o aumento da complexidade na concepção do projeto não pode levar a uma transferência de CAPEX para OPEX, o que aumenta os riscos de falhas na implementação e operação futuras.

Ao mesmo tempo em que o setor de engenharia gera projetos cada vez mais complexos, observa-se uma tendência de demanda futura mais fragmentada, focada em projetos menores de minerais críticos com menor margem de lucro; esse fato pressiona as empresas de engenharia, que precisam se adaptar a esse novo contexto de demanda na área de mineração.

– O grande desafio apontado pelos participantes nos debates não reside na incorporação de tecnologias, mas na formação de equipes e na transformação cultural voltada para a correta aplicação das novas tecnologias;

– Os funcionários de campo estão passando de simples executores de tarefas bem definidas para a interpretação e tomada de decisões baseadas em dados; um novo perfil de liderança é essencial.

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